quinta-feira, 25 de agosto de 2011

'Panelaço' na UTFPR


 Estudantes pedem aumento no repasse do OGU 

O dia ontem foi de manifestações na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR/Campus Campo Mourão). O corpo docente já havia paralisado as atividades na terça-feira e na quarta os estudantes espalharam faixas pela universidade e fizeram um ‘panelaço’ para chamar a atenção para a previsão de baixos investimentos no orçamento geral da União em educação, principalmente no Ensino Superior.


O estudante do 8º período de engenharia de alimentos e membro do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Rodrigo Mendonça, explicou os alunos se envolveram na luta por acreditarem que a falta de investimentos pode comprometer a qualidade do ensino. “Os problemas podem ser desde a falta de um livro na biblioteca até a ausência de professores e de técnicos-administrativos. Nós temos essa consciência e é por isso que lutamos”, diz.


Segundo ele, foram criadas várias unidades do Instituto Federal. “E o dinheiro que o governo vai investir no próximo ano será o mesmo. Com isso o que vai acontecer é a divisão entre um maior número de instituições, o que pode levar ao sucateamento do nosso ensino”, acrescenta Mendonça.


A escolha da data da paralisação não é mero acaso. No dia 31 de agosto termina o período para encaminhamento de propostas para o orçamento de 2012. “Uma vez encerrado este prazo, novas negociações só poderiam ocorrer a partir do próximo ano. O atual orçamento em trâmite, uma vez aprovado, levará a uma situação de calamidade na manutenção da qualidade do Ensino, pois provocaria um estrangulamento nos recursos atualmente repassados às Universidades”, diz trecho da carta aberta distribuída durante o dia.


Ainda de acordo com o texto do documento, todos sofreriam os efeitos: técnicos, docentes e alunos. “Já que a falta de novos repasses provocaria uma limitação – ou até inviabilizaria - a estrutura já existente, afetando o custeio de laboratórios e material de consumo, podendo comprometer ainda o andamento de projetos de pesquisa e extensão em curso, bolsas e demais recursos que beneficiam diretamente alunos e pesquisadores.”
Os professores, que encabeçaram o protesto ainda afirmam na carta que a falta de investimentos poderá levar ao colapso de um sistema que vem acumulando crises em razão do atual modelo de expansão adotado. “O aumento da oferta de cursos e a abertura de novos campi tem sido realizada com base nas promessas de incremento do orçamento, o que não vem ocorrendo.”


O diretor da instituição, Narci Nogueira da Silva, explicou que a reivindicação é legítima. “Estamos apoiando a paralisação por entender que é um pedido válido. Alguns itens da reivindicação estão sendo vistos pelos ministros e outros mais locais estão sendo discutidos com os dois representantes da UTFPR, em Curitiba”, explica. Segundo ele, os professores irão se organizar e as aulas serão repostas.

Apesar de afastar temporariamente o medo da greve, ele explicou que a decisão será tomada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - (Andes). “Como professor eu não gostaria que acontecesse novamente uma greve. Sei que todos são prejudicados, principalmente os alunos que estão no último ano. Tivemos uma greve longa em 2000 e não gostaria que se repetisse. Esperamos que não precise chegar a esse ponto”, acrescenta.

Fonte: http://itribuna.com.br/educacao/noticias/5917/?noticia=panelaco-na-utfpr

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Informativo sobre a PARALIZAÇÃO - UTFPR - CM

No dia 31 de agosto encerra-se o período para o encaminhamento de propostas para o orçamento de 2012. Uma vez encerrado este prazo, novas negociações só poderiam ocorrer a partir do próximo ano.

O atual orçamento em trâmite, uma vez aprovado, levará a uma situação de calamidade na manutenção da qualidade do Ensino, pois provocaria um estrangulamento nos recursos atualmente repassados às Universidades.

Todos sofreriam seus efeitos: técnicos, docentes e alunos, já que a falta de novos repasses provocaria uma limitação – ou até inviabilizaria - a estrutura já existente, afetando o custeio de laboratórios e material de consumo, podendo comprometer ainda o andamento de projetos de pesquisa e extensão em curso, bolsas e demais recursos que beneficiam diretamente alunos e pesquisadores.

Finalmente, poderá levar ao colapso de um sistema que vem acumulando crises em razão do atual modelo de expansão adotado: o aumento da oferta de cursos e a abertura de novos campi tem sido realizada com base nas promessas de incremento do orçamento, o que não vem ocorrendo.

Com efeito, temos convivido com uma situação na qual professores assumem uma carga horária de aulas para além daquilo que seria o ideal, comprometendo a qualidade do ensino ofertada; isto, somada ao desânimo frente as constantes perdas salariais, corroendo os vencimentos básicos ano após ano, e a falta de materiais e equipamentos básicos em laboratórios e em salas de aula. Por fim, a falta de compromisso quanto a uma política de retribuição e gratificações em virtude da constante qualificação profissional, entre outros, compõe o quadro de dificuldades ora experimentado.

O problema é que o Governo Federal não tem sinalizado saídas concretas para essa situação de crise, e, para piorar, o prazo se esgota, já que passado 31 de agosto, nada mais poderá ser feito no âmbito de novas emendas orçamentárias.

Diante disto, os profissionais Docentes vêm à público exigir um compromisso claro do Governo para as políticas públicas de financiamento para a Educação, incluindo o cumprimento do preceito constitucional quanto à obrigatoriedade da reposição salarial  baseado nos índices de inflação – DIEESE (salários que atualmente acumulam mais de 40% de perdas), e o cumprimento do compromisso assumido ainda na campanha eleitoral quanto ao repasse de 10% do PIB para a Educação – atualmente, esse repasse constitui vergonhosos 5,1%. Também a abertura de canais mais claros de negociação com as categorias fazem parte da nossa reivindicação. Por estes motivos acima elencados, optamos pela paralisação. 


Na Assembléia do dia 22/08 ficou decidido o seguinte:


- Paralisação de advertência dos docentes para os dias 23 e 24/08;


- Atividades de mobilização envolvendo alunos e professores, a fim de deixar claro junto à comunidade interna e externa os objetivos e a finalidade da paralisação dos docentes.


- Assembléia mista (professores e docentes) para o dia 23/08 (terça-feira), às 08:30 da manhã, com o intuito de formar uma comissão de alunos e professores para organizar as atividades da mobilização.
Informativo - UTFPR

VENHAM CONOSCO!!!

Todos os alunos da UTFPR - CM convocados para a mobilização de amanhã em prol de um maior repassamento da verba pública destinada à educação! Entre nesta luta por uma melhor condição da faculdade! É do interesse de todos a luta contra o sucateamento das instituições federais!!! Vamos lutar, vamos apooiar! Amanhã, levante um pouco mais cedo e compareça no manifesto, as 10:30 no pátio do campus. Só nós podemos nos fazer ouvir!!!

Mais Informações

PARALISAÇÃO UTFPR-CM !

    Foi realizada ontem a Assembléia Geral dos docentes visando discutir a situação do campus em relação à paralisação nacional. Esta acontecerá em prol de uma melhor redistribuição do dinheiro público para a educação além de melhores condições de trabalho para os professores do ensino superior.
     Nos dias 23 e 24 (terça e quarta) de agosto de 2011 haverá a paralisação das atividades no campus Campo Mourão da UTFPR, mas diferente do que muitos pensam os dias de paralisação não servirão para que os professores fiquem em casa descansando. Os seguintes dias tendem a ser de intensa movimentação por parte destes para que suas reivindicações sejam atendidas.
     Vale lembrar que a assembléia de hoje não se tratou sobre a GREVE e sim sobre a paralisação nestes dois dias.

Hoje, dia 23, as 08h30min será realizada uma reunião no anfiteatro com os alunos para esclarecer as dúvidas sobre a atual situação.

Vlw galera!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Tinta faz edificações limparem o ar

Pelo jeito é isso mesmo pessoal.
De acordo com uma matéria publicada na revista Info de julho/11, a Alcoa (fabricante de alumínio) desenvolveu uma tinta invisível, que possui uma camada de partículas de dióxido de titânio que aplicada a uma superfície de alumínio, serve como catalisador da luz solar. Uma vez aquecidos, os elétrons presentes na tinta interagem com as moléculas de ar e liberam radicais livres que quebram poluentes como o óxido de nitrogênio. Essa tinta inovadora já foi batizada de EcoClean e outro aspecto deste produto é que ele permite que as superfícies de alumínio sejam capazes de se auto-limpar pela interação entre o dióxido de titânio, ar, vapor de água e luz solar, criando uma reação que faz a limpeza das superfícies, reduzindo a necessidade de manutenção das mesmas.

“Uma superfície de 3 mil metros quadrados pintada com o produto equivale a 80 árvores limpando o ar”, diz Craig Belnap, presidente da divisão de produtos para arquitetura da Alcoa. Só nos Estados Unidos existem 4,2 bilhões de metros quadrados de edificações com painéis de alumínio. “Se uma fração desses edifícios usasse o EcoClean, seria o equivalente a plantar milhões de árvores”, afirma Belnap. A Alcoa está testando a tecnologia em dois prédios, um nos Estados Unidos e outro na Europa. A empresa estuda a aplicação da tinta em outras superfícies, como a de carros.
Mas a especialista em Administração Industrial, Elaine Costa, lembra que não podemos esquecer sobre a exploração e produção desse material, e que apesar do titânio ser o nono material mais abundante do planeta, não o encontramos como metal na natureza. Por isso estão em desenvolvimento novas técnicas para produção do titânio, ainda sem aplicação comercial. Assim, quando da comercialização dessa tinta, precisaremos observar seus custos ambientais e energéticos.

Para mais informações sobre este produto acessem: